Arquivos Mensais: Julho 2008

- e voce nao vai ligar pra ela né?

- num sei, que q voces acham?

a mesa do bar estava quieta.

- entao? porra gente, que q vcs acham?

- é, bem, é uma situação delicada. se eu fosse ela tb estaria puta.

- é, eu sei.. mas voce tem q me entender tb.

- verdade. eu já acho q voce deveria falar com ela sim, se explicar, ter uma conversa a serio.

- entao vou fazer isso.

- por que voce nao chamou ela para ca?

- achei que ficaria meio… sei la.. nao combinava.

- entendo. e que tal se..

- CARALEO! UM BESOURO INVISIVEL VENENOSO!!

silencio na mesa. todos olham para o cara em pé que aponta assustado para a mesa.

- que q… – ele pega o saleiro e dá repetidas pancadas na mesa.

- AAAAAA!!!!

- para com essa porra! ta doido?

- alguem botou algo na cerveja dele?

ele pega um copo de vidro da mesa, com um resto de bebida ainda e o vira, derrubando cerveja sobre os envoltas.

- peguei! ufa! essa foi por pouco, voces viram?

silencio.

- eerr… voce esta bem?

- pq vcs tao me olhando assim?

- filho, nao tem nada dentro do copo.

- mas..

o copo começa a andar sozinho e cai no chao, se espatifando.

todos se olham.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!

- PEGA ELE!

- NAO ELE TA AQUI!

- MATA! MATA!

- perai, voce nao ta dizendo que é a favor de..

- nao claro que nao! só nao acho q seja pra esquentar tanto a cabeça assim.

- nao seja pra esquentar… cara, c sabe o q ta falando?

- viu? isso q eu disse. voce acha q eu taria discutindo aqui com voce se nao soubesse? o fato deu discordar de voce nao significa que eu esteja errado. e pode ter certeza que eu nao sou o unico a pensar desse jeito.

- ??

- que?

- perai, vamos começar denovo. entao voce nao considera errado quem da 27 facadas no outro, no meio da rua, assim, sem motivo algum?

- é como eu tava dizendo desde o começo! assim, eu nao incentivo, nem faria algo parecido, mas c sabe né, tem gente que gosta.

Sabe meu tio?

Sei

Ai, um treco meio bizarro.

Fala

Assim, eu tenho pegado bastante carona com ele, e ele tem essa mania meio… É bizarro, ele buzina para algumas mulheres na rua. Tipo putão, “pimp style”, e … e é um troço estranho da porra.

Aham

Mas sabe o que é mais bizarro? Hoje, quando tava vindo pra cá eu percebi um treco, assim, eu tava olhando pro retrovisor do meu lado, porque eu tenho esse troço de quando não tô num carro que confio eu fico olhando pelo retrovisor achando que um carro vai arrebenta a traseira, cê sabe qual é?

Não, não sei.

Ai a gente passou por uma mulher, uma mulher…bacana, e isso é um troço que eu tenho percebido, meu tio ele tem tipo um inmetro, você acha que ele buzina para qualquer uma? Nada disso, ele meio que faz uma avaliação de microssegundos… da bunda no caso, que é o que dá pra ver melhor com o carro em movimento e ai ele vê se buzina ou não. Gordas e velhas não tem fez. Mas aí, aí a gente passou por essa mulher, e eu olhei, claro, como disse era uma mulher, assim, bacana e ela passou pela calçada do meu lado e eu tava olhando pelo retrovisor e  tal, dei uma olhada de canto de olho e ai eu percebi a parada. Tudo que acreditava sobre as buzinadas do meu tio era, era mentira. Ele antes de buzinar deu uma olhada pra mim e viu que eu tava olhando pra mulher e ai sim ele buzinou! Ta entendo? Ele num se acha o cafetão, ele se acha o motorista do cafetão! E eu sou o cafetão!

Ahn….

E daí?

Nada não, só queria compartilhar.

Líbero

n substantivo masculino
Rubrica: futebol. Regionalismo: Brasil.
função tática atribuída ao médio-volante (camisa 5) que, por não ter posição específica no campo, pode corrigir eventuais falhas de seus companheiros na zaga e ocasionalmente no ataque

Que tipo de mãe arranja o nome do filho em um dicionário?

queria agradecer o apoio dos fas, tanto que votaram, mas tb os q me elogiaram, criticaram ou mandaram sugestoes, meus parceiros de blog Judão, Jacaré Banguela e Chongas (sorry guys, nao sei botar hyperlink) e sobretudo a minha mamae, já que o Líbero Informa, com apenas 3 meses de existencia conseguiu levar o QUARTO LUGAR no premio iBest de 2008, na categoria “Humor e Notícias”. por isso, valeu!!

ai vai, again, essa é boa!

qual a mistura de um negro com um meteorito??

acordei de meu desmaio rapidamente: eu precisava me manter acordado. a camisa permanecia desabotoado e agora a sala estava clara, clara; apesar de não haver nenhum foco de luz. Tudo era terrivelmente branco e trazia uma paz extrema. Olhei para baixo novamente e confirmei o que havia visto. Eu estava com um corte no peito que ia até o abdomen. E estava aberto. Pude ver meu coração batendo e as artérias trabalhando, oxigenando meus músculos, meus ossos, meus membros. Pude ver como o meu coração pulsa e confirmei a arritmia que tenho e que o médico me informara uns meses atrás. Tive noção de que tudo aquilo pertencia à alucinação que eu estava sofrendo – de fome, de sede, de dor ou de qualquer outra dessas banalidades vitais a mim. A música era orquestrada pelas batidas do meu coração. E as veias, artérias, músculos, nervos: todo meu corpo dançava a mesma valsa. Fechei os olhos.

entao silencio. meus timpanos se contraem e relaxam no mais prazeroso arrego. caio ao chão. entao o barulho volta, mas baixo, e percebo que se trata de uma musica. me aproximo do aparelho e, mesmo ainda levemente surdo, percebo que o som nao vem do mesmo. aproximo os ouvidos da parede. nao, nada. engulo seco. nao, nao pode ser, por que… qual o motivo..? desabotoo a camisa. desmaio.

me respondem um grunhido. Há um chiado. O chiado se torna cada vez mais audível e aumenta seu volume. Procuro onde posso diminuir neste aparelho. não há nenhum botão; apenas o chiado cresce mais e mais nos meus ouvidos. Meus tímpanos pedem clemência. Eu grito já não podendo mais escutar aquele chiado ensurdecedor. Os móveis do quarto começam a tremer e o chiado aumenta. Minha cabeça dói e eu me levanto, mesmo sem forças e, por estar fora de mim, começo a quebrar objetos a esmo. A lâmpada quebra pelo barulho alto. Volto ao escuro novamente. Volto a nada mais ver. Sou apenas eu naquele cativeiro. Eu e o chiado que me acompanha e cresce.

tateio as cegas, me sinto um palhaço, como se no escuro um vidro me separasse de uma plateia q gargalhava de mim. uma corrente pendurada no ar. puxo. uma luz me cega. ajoelho no chao e tampo a cara. aos poucos distinguo minha perna, com a cabeça entre os joelhos. levanto os olhos e cerro a visao. paredes de concreto a minha volta, sem uma unica porta ou janela. o que mais me assusta é imaginar como consegui entrar la dentro. bato na parede, esperando escutar um barulho oco, que me desse alguma esperança de sair. barulho seco, de metros de grossura no minimo.

avalio o quarto. como nao reparei antes? uma baba eletronica caida. o aparelho é só um dos dois comunicadores necessarios. o que eu tenho, só manda mensagens. outro em algum lugar receberia e poderia escutar o que eu esteja falando. pego e levo ate a boca.

- alo?

acordo sobressaltado. não sei onde estou. minha cabeça dói. dói muito. passo a mão nela. minha mão volta vermelha. sangue. muito sangue. O cheiro de álcool e cigarro me enoja. gorfeio. quase vomito. Onde estou? está tudo tão escuro… faz dias que eu não acordo, parece. A cama onde estou é um papelão jogado ao chão. Minhas roupas estão sujas, rasgadas. Engatinho pelo quarto. Tento levantar: minhas pernas doem. Fraco, caio no chão. Minha barriga dói de fome. E minha garganta de sede. Onde estou?, penso. Fecho os olhos e tento recordar-me de tudo o que ocorreu.

tava faltando figurinhas, nao tava?

“a celga”

“xuxu angel”

“esqueceram do aipim 2″

hauhuhauhauhuahuahuhauhuhaaaaa

desafio um de voces, queridos fas amados, a criar uma comunidade no site de blogs do orkut. o primeiro que o fizer receberá por email um autográfo meu digitalizado pra imprimir e pintar.