Arquivos Mensais: Setembro 2008

“Cheira a abacaxi.”

Ele distancia seu nariz do artefato.

“Idiota, trata-se do agridoce-mór”

“Mentira sua indole nao me engana”

“Mais?”

“é”

“O que vc diz ser agridoce? isso é ilusão!”

“Se vc diz…”

“se digo? nao me venha mais com essa”

“tá”

ele aproxima seu nariz novamente

“ok,´beterraba, aonde vc quer che…”

“viu? agridoce”

“avápap…”

com este post, o LíberoInforma completa 101 posts! impressionante como que em pouco tempo nosso espaço na web já cresceu! E quem ganha o presente é você!

 

o primeiro comentário a este post ganha um super-kit Líbero Badaró com direito a camiseta.

 

um abraço a galera ai. 

 

PS.: A PROMOÇÃO JÁ TÁ VALEEEENDO!

-mas que pitorescos estes contos seus, não?

- obrigado; são realmente muito belas estas minhas obras…

- não.. queria dizer… tu tens um estilo bastante diferenciado, incomum…

- sou mesmo uma graça, não precisa se intimidar, ouço isto como ouço gorjeios de pássaros de lá.

- não creio que nossa comunicação está bem-sucedida, acho melhor parar. Mas antes gostaria de te perguntar… todos contos teus são sobre amputações mesmo?

- não todos, é claro. Prezo pela inovação! Esse aqui por exemplo é sobre amputação de braço.

- Acho que não compreendi bem…

- “Nada mais poderá ser pego pelos braços meus, pois já não mais os tenho…”… gostou deste trecho?

- Indiferente para mim…

- Indiferente genial, né?

- Pode ser…

O Poeta juntou todos os seus pergaminhos com dificuldade diante de si. Assoprou o fogo da lareira que estalava interrompendo o silêncio sepulcral da noite muda. Com toques leves e precisos, empurrou seus textos ao fogo que logo os consumiu em velocidade voluptuosa que, estranhamente, o fez se excitar.

A senhora que havia lido todos e receado um pouco a nomeação de “perfeitos”, gritou, não deixando o estatalar das lenhas possuir sons:

- NÃÃÃÃO!!! – e as veias saltaram sob a pele fina do pescoço. Percebeu que havia adorado, idolatrado os textos dele, quando se viu chorando copiosamente e vendo sua vida ruir.

Ele, porém, assistira a cena com um leve sorriso cínico no olhar, daqueles de quem já leu o roteiro da vida. Disse, com voz calma, contrastando com os impropérios que a senhora gritava ao ver os pergaminhos servindo de combustível ao fogo do que agora ela considerava inferno:

- Já não havia mais necessidade daqueles montes de palavras existirem, pois agora eles tem fundamento em sua mente e podem sair, a qualquer momento, da boca tua; basta lembrar-te…! Minhas palabras foram apenas expressões de mim e de nada mais há o porquê de existir. Sorria e graceje, esperando, com esperança que as memórias tuas nunca venham a falhar e que sempre tenha um pouco das minhas perfeitas palavras (e um pouco de mim) em teu coração e mente.

Ela soltou os últimos manifestos de choro e limpou a face com uma seda branca. Baixou os olhos e declamou todos os poemas e poesias que havia lido nas últimas três semanas que passou enclausurada naquela sala. Os olhos vieram ao mundo e a senhora observou a paisagem pela janela de grades grossas. Com um gesto rápido, ela se virou ao Poeta que escrevia sobre o mesmo assunto e correu em sua direção.
Ele, que tanto sabia sobre o mundo, não esperou pelo empurrão que a senhorinha projetou logo em seguida, levando o Poeta até a lareira, onde estalou e foi consumido junto com seus poemas.

Virou fumaça, pois não conseguiu evitar o golpe da Senhora. Virou fumaça, por seus membros amputados não conseguirem resistir ao empurram e seus tocos não terem força nenhuma.

a senhora levanta as bordas de seu vestido para passar pela poça d’agua q ainda nao secara.

- mas que dia bonito para uma foto nao? – sorri o menino de sardas

- claro claro

ele ajuda a senhora e segura sua mao, a puxando para a ponte.

- se permite perguntar, qual a sua altura?

- 1.65 – o menino some e volta segurando quadros de moldura dourada e vazados em formato de U, de cabeça pra baixo e um banquinho de madeira

- eu usaria o de 1,80, mas como quero pegar o ceu tambem vou usar o de 2,05 – o céu estava abrindo dissipando os ultimos vestigios de chuva.

o menino de sardas carrega o quadro em U (estava pesado!) e pede licença a senhora. ela se coloca no centro do quadro, e segura sua sombrinha fazendo pose.

- esta pronta?

- sim, pode fechar

ele trava duas chaves, uma de cada lado do quadro. em seguida pega um pequeno estilete e o banquinho e começa a recortar o céu, por volta da moldura.

ele vinha andando pela rua de paralelepípedos, desviando ocasionalmente de poças. a chuva fraca batia sobre o seu rosto, escorrendo pela sua boca que sorria. um sorriso que poderia, aos olhos de passantes, soar um pouco como cínico, arrogante. deus, como ele queria que pudessem sentir o que ele passava no momento! um gozo contínuo e silencioso, quase impercepitivel, que permeava todo seu corpo e além. sentiu como se fosse só ele, e nada mais. olhava de canto de olho o circo a sua volta. estava com o capuz do casaco na cabeça. sentia-se maravilhosamente bem. deve existir uma droga que produza o mesmo efeito, pensou, e continuou seu caminho sem pressa.

 

 

O FIM DO MUNDO PODE ACONTECER DAKI A 2 HORAS!

FUDEU GRANDÃO!!!!!

olha q idéia de merda:

cientista 1: pô, vamo assim…refazer o big bang?

cientista 2: hum..assim… e se der errado? 

cientista 1: ah, fudeu, acaba tudo…

cientista 2: ah, mas e se der certo?

cientista 1: ah, ai a gente cria um novo universo com tudo piquininho, com bichinhos e hominhos

cientista 2: uhu! q do caralho! meu wii já tava chatão mesmo!

 

 

 

 

“Tudo menos uma mulher ela se parece, mas eu gosto dela mesmo assim. Não sei porque é tão difícil expressar seus sentimentos em formas de letras e canções comparando-as aos amores e desafetos dos poetas. Sem nexo nem coesão ela escreve. Regras finge que já não existem. Nada de vírgulas e conjunções propositalmente bem posicionadas. Apenas vaga tentando achar um caminho, talvez o meu quem sabe… Mas também, isso tudo começou com uns rabiscos de expressão artística desproporcionais de uma amadora. Tudo isso, tentando encobrir o verdadeiro desejo que nem ela sabe. “Escrevendo-se” em 3ª pessoa, como se assim parecesse mais dramático para quando um qualquer lesse seus rabiscos. Não sei da onde vem esta necessidade de expressar-se. Acho que é pelo simples fato de poder tentar organizar seus pensamentos. Tentar ficar em paz consigo e com o Mundo. Extravazar ( com “s” ou “z”!?!), chorar e alegrar-se muito! Nem que seja de vez em quando e por pouco tempo. Mas que, distorcendo as palavras dos amantes, dure o bastante para se tornar inesquecível!!