ia postar um texto muito irado aqui, mas deu tanto trabalho pra entrar que perdi o fio da meada
hehe
fio da meada
minha vó fala isso
ia postar um texto muito irado aqui, mas deu tanto trabalho pra entrar que perdi o fio da meada
hehe
fio da meada
minha vó fala isso
Ele pára bem no vão da porta. Se vira e volta em direção da cama. deita sobre ela e fita seu rosto. consegue ver claramente seus olhos e sentir a respiração da boca dela na dele. E ele fala.
‘eu quero ler todos os livros de todos os autores de livros que já li e gostei.
quero ler todos os ditos clássicos da literatura que assim foram convencionados, e dizem que é bom ler.
eu quero ler filosofia e psicologia e dizer a mim mesmo que entendi
quero assistir todos os filmes que me geraram o mínimo de interesse
quero visitar todos os continentes do mundo. menos a africa. não faço tanta questão.
quero cruzar o pacífico num barco a vela
quero viver exatamente 8 meses, de cidade em cidade, sem pensar no dinheiro de amanha. arrajaria um bico, viveria o quanto desse e me mudaria para a próxima cidade.
quero ser capaz de formar opnião própria sobre quase tudo.
quero ver o original de algum quadro, que um dia verei uma cópia e ficarei fascinado, em algum museu da europa. ainda não sei que quadro seria.
mas eu quero fazer isso.
eu quero fazer muitas coisas, mas no momento, a única coisa que quero realmente é continuar a ficar aqui deitado do seu lado.’
ela sorri.
ela levanta.
ela diz que precisa ir ao banheiro

Ele aproximava o rosto o suficiente até ver tudo desfocado. Era um velho truque que ele sempre usava. um truque útil quando as garotas com quem ficava não eram exatamente belas
Anotem crianças.
mas ele se distanciou, porque, hoje, não seria necessário. Ele se distanciou, mas só um pouco.
“ver a própria cara no reflexo do olho de alguém é assaz incômodo” pensou um dos dois. Não sei qual. Estavam deitados na cama. Pode ter parecido rápido, mas foi na falta de uma palavra melhor, natural. Eles não tinham se visto pela primeira vez na farmácia. Mas também não pode se dizer que se conheciam.
E além do mais eventos tinham acontecido entre esses dois períodos. Eventos que não interessam muito agora.
Me levantei. Beijei seus lábios. Vesti a camiseta listrada preta e vermelha.
“me lave por favor”
um sorriso discreto e imperceptivel, ou ignorado. mas com certeza pela primeira vez que voce viu essa frase escrita em um vidro empoerado de uma brasilia beje e velha voce deu um riso audivel e correu para mostrar a estranha e ate metalinguistica piada para seu amigo.
mas eu conheci um vidro que nao achou graca.
ele durante anos e anos separava dois vagoes de um novo e moderno trem, num pequeno circuito no nosso grande nordeste. ele sempre me contava como se alegrava de ver tantas pessoas, vindas de tantos lugares diferentes, pessoas diferentes que dividiam o mesmo espaco, aquele que ele limitava, mesmo que por apenas algumas horas. ele me falava das coisas que via, coisas boas, coisas ruins, coisas maravilhosas. contava que tinha sorte de ter parado ali, emoldurado por uma porta de cedro.
mas o fato e’ que as coisas nao iam bem. os anos estavam dificeis, e a seca agorava minguava a fraca economia da regiao. a empresa que mantinha a ferrovia estava falindo. o trem ficava cada vez mais vazio, e sua atmosfera ia perdendo a cor.
o tempo se passava, e ele nao recebia a devida atencao. primeiro dias, depois algumas poucas semanas, depois muitas semanas. a sujeira ia o tornando opaco, murcho, sem vida. por varias vezes tentou chamar atencao de quem passava, mas nada conseguiu. um certo dia, porem, uma moca da limpeza robusta viu seu desespero, e se limitou a passar um pano molhado sobre sua superficie. a melhor sensacao de sua vida. ela nao sabia, mas havia o salvado de uma morte iminente.
uma coisa que nao pode ser impedida e’ o tempo. e isso, nao a poeira, foi seu executor. silencioso e devagar, de grao em grao, ia cumulando pequenos pedacos de terra, cobrindo novamente sua extensao. semanas depois, a mesma situacao se repetiu. na beira da morte, no limiar da vida e da existencia, projetou sobre si mesmo uma frase de socorro. sua ultima esperanca. todos agora o viam, e o entendiam, mas nada faziam para o socorrer. “me lave por favor”, ele implorava, e com isso fazia criancas rirem e apontarem para ele o mesmo dedo que poderia o salvar.
queria eu poder estar la.
ele nao aguentou. num ultimo esforco, a preferir um final rapido ao inves de uma lenta e eterna degradacao, se fez em centenas, milhares, milhoes de pedacinhos de vidro tao leve quanto a poeira que o recobria, e se lancou ao vento.
Caríssimos,
O LIBERO INFORMA, a partir deste post, também adere à reforma ortográfica, imposta pelos linguistas de todo o mundo. Portanto, a partir das linhas abaixo, LIBERO INFORMA corresponderá APENAS ao bom e novo português:
galerë,, tiop comofäs// liberozin ahora fla d portgu^ess novinm ^^6 begosmeligasmpre.
Rogério não tinha mais que vinte anos. Talvez tivesse vinte e dois, mas acho que não. Mantinha um bigode ralo, porém longo, em seu rosto de quase vinte anos. Nunca havia raspado o buço, culpa de seu pai que sempre achou o garoto ainda muito criança para raspar.
O pai dizia que o pelo ficaria grosso e que o melhor mesmo era tentar evitar raspar o máximo que pudesse. Daí então, até hoje, Rogério evitava.
Claro que seus amigos não permitiam seu bigode e o enchiam de apelidos e ofensas que cada vez mais depreciavam o jovem. O mais comum era Porteiro.
Rogério hoje tentará mudar a sua vida. Ele andou lendo um bocado de livros de filosofia e resolveu que tem que dar um giro em sua vida. Ficou feliz por ainda ter seu bigode, poucos têm o poder da mudança ao alcance das suas mãos. Pegou sua gilete e raspou. Ficou diferente, sei lá. Ele ainda não sabe se ficou melhor ou não. Mas ele sente, realmente, que alguma coisa mudou dentro de si.
Talvez tenha perdido a sua personalidade. Mas não o seu apelido de porteiro.
Eu queria uma camiseta de listras vermelhas e pretas. tipo a do Freddy Krueger, mas de manga curta.
Seria minha camiseta favorita.
Ele estava agachado a maior parte do tempo apertando botões a seus pés. Ela tinha chegado enquanto ele já estava pondo sua idade. Ela esperou.
Ele então levantou e agachou de novo.
Ok.
Ele levantou. Ficou ereto por um momento, mas não por muito. Logo estava curvado. levemente curvado, não é como se fosse uma daquelas senhoras que vão trabalhar como empregada para sua tia e possuem corcundas enormes. E era bem na época que lançou Corcunda de Notre Damme. Corcundas fascinavam naquela época. Pareciam ter sido descobertos no subterrâneo e agora foram trazisdos pela superfície.
Considera-se então que ele ficou ereto.
- oi? com licença…
Ele fecha os olhos e abre. Ele piscou na verdade e se virou. Ele se vira.
Ela era bonita.
na balança acende uma luz verde. números se alternam. Ele encara os números. e para ele não fazem sentido nenhum. provavelmente nem fariam para você.
E ela era bonita.
De fato. Mais bonita que a sua ex, sem dúvida. Não sua sua, mas sua dele. Ela era mais bonita que a sua ex, pensou. Só não era mais bonita que seu primeiro amor. Ninguém é mais bonita que o primeiro de amor de ninguém, concluiu. E Isso porque ela era de fato bonita.
Seu cabelo era legal, o modo como formavam uma pseudo-franja também era. Seu corpo era bonito. Ao menos o tanto que ele pode observar sem parecer um tarado. Se olhasse atentamente veria que ela tinha uma pequena saliência na barriga. Longe de ser uma pança. Apenas não era defnida.
Ele dia seguinte algum se importou com isso. Ela, provavelmente.
Ela estava numa fila para se pesar. Uma fila composta por ela apenas mas uma fila. E mesmo sendo uma fila de uma pessoa foi uma fila que durou bastante visto o fato que ele não sabia mexer na balança direito.
O fato das instruçoes estarem a altura de seus olhos e o fato de ele se agachar para manusear a balança podia ser uma razão. O fato da balança ser vagabunda e restar os dados também o era.
Acontece.
- ah…. claro
Ele desceu da balança, ele se perguntou se ela usaria os pés para apertar os botões.
Ela era bonita.
E ele nem tinha sentido a corrente passar por seu corpo.
Pus o pé no canto direito.
O outro, o esquerdo, pus no esquerdo. A balança prometia dizer a porcentagem de gordura corporal e o quanto de água eu tinha. A balança prometeu dizer a porcentagem de gordura corporal e o quanto de água eu tinha a través de um choque. Não bem um choque, mas uma corrente elétrica.
Eu não queria saber nem se estava gordo ou se estava molhado. Eu queria que uma corrente elétrica correse através do meu corpo e sobreviver a isso. Eu queria sobreviver a uma corrente elétrica. Poderia falar isso para os meus netos e eles provevelmente me falariam: ’foda-se’.
Pus a minha altura na balança. É muito incômodo ter que colocar dados numa balança de farmácia quando o local para se apertar os botões fica no chão da balança. Não, eu não queria descalçar meus tênis. tenho vergonha dos meus pés. E não seria muito comum fazer isso. Já me sinto desconfortável em cima de uma balança em público. Pus minha idade, até que foi fácil. são só dois dígitos.
Não os três da minha altura. Não tenho mais de 10 metros, graças a deus, senão seriam 4 dígitos.
Não tenho mais de 100 anos, graças a deus, senão estaria morto
A balança se desconfigura.
Acontece.
Ponho todos os dados de novo. Agora falta o ‘OK’
- oi? com licença…
Sinto transpassar algo por todo meu corpo, da cabeça ao tórax, braços e pernas sentem. Até mesmo meu pênis. Mas foi rapidamente. Me viro.
Dizem que isso é paixão. Eu duvido.
Certo dia, perguntei ao Infante Dom Henrique:
- Caríssimo, de onde ganhaste esta alcunha, este nomezito de Infantedom?
Esclareceu-me, ele, porém, em sua linguagem erudita de toda forma:
- tiop, meninë;; infante ehh mue CARRGO nu mnist´erio dacu tura
respondi-lhe:
- ahn?
- pergs par GALERE: eu sow u MIINSTRO DEA CUTURA!!
- por isso esse apelido de INFANTE?
- ñaaum bstah!!!11 INFNATE ´´e mei CARGU!
- acho que não entendi bem..
-88***VA´C FYUDʈˆ!!! TOMANO CUSSZAAAO!!!1 ***888 eight.
deu-me as costas e foi embora. refleti um pouco sobre o que havia acontecido. Daí então, entendi o sentido da vida e de coisas mais. Infante Dom Henrique sempre foi um cara infantil.
“Cheira a abacaxi.”
Ele distancia seu nariz do artefato.
“Idiota, trata-se do agridoce-mór”
“Mentira sua indole nao me engana”
“Mais?”
“é”
…
“O que vc diz ser agridoce? isso é ilusão!”
“Se vc diz…”
“se digo? nao me venha mais com essa”
“tá”
ele aproxima seu nariz novamente
“ok,´beterraba, aonde vc quer che…”
“viu? agridoce”
“avápap…”